Minha história com o crochê: como tudo começou!

Atelie Debora Alves Minha história com o crochê: como tudo começou!

Minhas história com o crochê começou há muitos anos, mais ou menos quando eu tinha uns 10 anos! Quando eu era criança, ficava fascinada vendo minha avó cozinhar e fazer crochê! Eu me enfiava no vão entre a parede e o fogão (para desespero dela) ou ficava no pé do sofá onde ela tecia. Achava que havia certa magia em transformar fios (fininhos!) em peças lindas e rendadas. Certas férias, ela resolveu me ensinar a fazer crochê.

Atelie Debora Alves Minha história com o crochê: como tudo começou!
Minha avó linda, que me ensinou a fazer crochê!

Num primeiro momento, não gostei porque meus pontos não ficavam lindos e regulares como os dela. Quis arremessar tudo na parede (como fazia com tudo que não saía perfeito da primeira vez – criança fofa eu era). Com muita paciência, ela me convenceu a insistir e a treinar. Com o tempo, os pontinhos começaram a ficar mais apresentáveis.

Eu só fazia quando estava com ela, nos finais de semana ou nas férias.

O tempo foi passando, as férias já não eram todas com a vó, mas nunca me distanciei por completo do universo artesanal: fiz curso de escultura com minha tia, tentei aprender tricô com outra tia, comecei a fabricar bijuterias por conta própria.

No início dos anos 2000, descobri, com a internet, outros usos para o crochê (até então, achava que servia apenas para barrados, toalhinhas e roupas para bebês). Descobri também outros materiais. Fiquei fascinada com a ideia de tecer com materiais de outras espessuras e texturas.

Resolvi criar um blog, em 2008, quando tudo era mato ainda. Com a autorização das artesãs americanas e inglesas, traduzia algumas receitas para o português e ensinava no meu blog. Comecei a fazer crochê quase todos os dias, empolgada com a chegada dos amigurumis por aqui.

Atelie Debora Alves Minha história com o crochê: como tudo começou!
Meu primeiro amigurumi, feito em 2008

Em 2012, devido a problemas familiares (e uma certa impulsividade), excluí o blog.

Depois disso, muita coisa aconteceu, mas sempre mantive o crochê como uma terapia, como um momento de relaxamento, de lazer, de me reconectar comigo mesma.

Em 2015 resolvi retomar o blog, criei  meu canal no Youtube e meu perfil no Instagram. Uni duas paixões: crochê e ensinar (sou professora desde 2000). Percebi que minha maneira de me comunicar, de ensinar, era uma maneira ao mesmo tempo assertiva e amorosa, e as pessoas não só se conectavam com isso, mas também gostavam bastante das aulas.  Me descobri uma pessoa criativa e que gostava de estar em frente às câmeras.

Até o final de 2017 tudo isso era só um hobby, mas minha paixão por criar as peças, por ensinar as pessoas, por fazer a diferença na vida de algumas mulheres aumentou e eu resolvi investir todo o tempo que tivesse para criar as peças e para falar com essas mulheres por meio das redes sociais.

De lá para cá, comecei a observar, primeiro em mim, depois nas mulheres que me procuravam, que o crochê não era apenas uma forma de autorreflexão, de autoconhecimento, mas de resgate do feminino, da nossa energia feminina.

Eu sempre fui muito prática, muito racional e sempre fiz várias coisas ao mesmo tempo. Para dar conta de tudo o que eu precisava e queria fazer, acionava ainda mais meu lado prático, meu lado masculino. Meu feminino só aparecia naquele momento do dia em que eu me reencontrava com meus fios e agulhas.

Atelie Debora Alves Minha história com o crochê: como tudo começou!
Uma de minhas mais recentes criações!

Tecendo as peças, criando bolsas, eu me reconectava comigo mesma, com meu feminino, e conseguia me expressar e dar vazão a algo que era constantemente abafado pelo acúmulo de tarefas.

Quando comecei a dar os cursos de crochê, percebi que não estava sozinha. Muitas mulheres, sem perceber, usavam o crochê como ferramenta de autorresgate, expressavam sentimentos e ideias que não conseguiam – ou não podiam – expressar de outra maneira.

Fui amadurecendo essa descoberta, estudando um pouco mais sobre o artesanato como terapia auxiliar e seus efeitos psicológicos e cognitivos, até que entendi meu propósito com esse trabalho: incentivar mulheres a serem autônomas, independentes, a se sentirem realizadas por meio do fazer manual!

Não acredito que tenhamos apenas um talento. Tenho tentado unir minhas muitas paixões e falar também sobre texto e comunicação tanto em relação ao fazer manual como em relação ao resgate do feminino.

Sou uma economista que virou linguista, mas que sempre foi crocheteira!

Seja muito bem-vindo e bem-vinda ao meu site!

Debora Alves

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